Leite empedrado? entenda as causas e saiba como evitar o problema ao amamentar

O tão temido “leite empedrado”, cujo nome técnico é ingurgitamento mamário, nada mais é do que a congestão dos alvéolos mamários (onde o leite se aloja dentro da mama), levando a um aumento da compressão dos ductos mamários (por onde o leite passa para ir para o mamilo).

Desta forma, há uma obstrução do fluxo de leite para fora, fazendo com que aquele leite fique represado ali na mama, evoluindo com um inchaço local, associado a piora das circulações sanguínea e linfática. Caso não seja retirado, esse leite represado torna-se mais viscoso, levando a um endurecimento local, daí o nome “empedramento”.

Quais as causas desse ingurgitamento mamário?

Precisamos primeiro saber que existe o ingurgitamento normal, ou fisiológico, que se refere ao período de descida do leite, ou apojadura, que acontece do segundo ao quarto dia após o parto. Então, nesse momento, não se deve realizar nenhuma intervenção a não ser levar o bebê ao seio para amamentar.

Já o ingurgitamento patológico é diferente. Nele, há muito desconforto, dor, inchaço das mamas, sinais inflamatórios e até mesmo febre, ocorrendo mais tardiamente, após o quinto dia de pós parto. As principais causas desse ingurgitamento estão relacionadas a produção aumentada e ao tempo de permanência desse leite na mama. Assim, dentre elas:

  • início mais tardio da amamentação;
  • sucção ineficaz do bebê;
  • mamadas infrequentes;
  • pega incorreta;
  • uso de sutiã apertado;
  • controle de tempo de sucção ou frequência das mamadas;
  • bebês prematuros.

Importante diferenciar a apojadura do leite empedrado, pois no primeiro a mama fica mais dolorosa e com aumento de volume devido à descida do leite, mas o estado geral da mãe é bom. Já com o empedramento, a mãe pode ter até febre.

Como lidar com o leite empedrado?

Em primeiro lugar, a puérpera (como é chamada a mãe que acabou de dar a luz) deve ter uma rede de apoio muito bem estruturada, com apoio familiar, de médicos e poderá contar também em algumas cidades com ajuda dos bancos de leite.

É uma condição comum e de fácil manejo, portanto calma! Siga essas dicas e você terá sucesso no seu aleitamento materno:

  • use sutiãs confortáveis, com alças de tiras largas, próprios para amamentação;
  • pratique o autocuidado com as mamas:
  1.  Faça massagem com movimentos ondulares com toda a palma da mão (uma mão acima e outra abaixo do seio), e dedos, finalizando com massagem na aréola ou com movimentos circulares curtos e firmes com as pontas dos dedos, da base da mama até a aréola. Deslize das pontas dos dedos, da base do seio até a aréola e termine massageando a aréola;
  2. Ordenhe a mama para aliviar o represamento de leite;
  3. Compressas quentes por até cinco minutos podem ajudar na liberação do leite;
  4. Compressas frias por até cinco minutos podem ajudar na reação inflamatória.
  • amamente com mais frequência, mas sempre observando o esvaziamento total de uma mama para depois passar para a outra;
  • caso tenha condições, lance mão da bombinha de sucção para ajudar nas ordenhas. Elas podem aliviar tanto no desconforto, como também estimulam a produção do leite;
  • peça ajuda! Não se sinta envergonhada ou com medo de pedir ajuda. Peça ajuda para sua família, seu obstetra, seu pediatra e, caso na sua cidade exista, procure um banco de leite!
  • Existem ainda as consultoras em amamentação que prestam um serviço excelente em aleitamento materno para auxiliar nesse momento tão delicado!

Como prevenir o empedramento?

Assim, a principal dica é: amamente em livre demanda! Deixe seu bebê mamar à vontade. Desta forma, não haverá tempo para que a mama fique ingurgitada.

  • Certifique-se de que a pega está adequada. Uma boa pega leva a uma mamada efetiva!
  • Pratique o autocuidado com as mamas, mesmo que não estejam ingurgitadas. Isto ajuda a prevenir o empedramento.
  • Em caso de dúvidas, procure sempre seu obstetra e seu pediatra.
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